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  • Foto do escritorPatrícia Pandolfo

Alfabetização: aprender para ler, depois ler para aprender

Um dos principais processos na vida escolar dos estudantes é a leitura e a escrita. Ambos extremamente essenciais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social de uma criança, pois possibilitam, ao longo da vida, dentro e fora da escola, inúmeras experiências e descobertas através da arte do ler e escrever.


O espaço escolar, junto ao profissional de educação que atua nesta área, deve estar devidamente preparado e atento para proporcionar a construção desse conhecimento. É importante também, ressaltar que a participação, acompanhamento e auxílio da família nesta etapa é muito significativo para alcançar os objetivos e consolidar esse conhecimento.


Precisamos entender que o processo de alfabetização não é algo natural e simples, a criança precisa, através de uma estimulação assertiva, se apropriar de técnicas e recursos para aprender a ler. Sabemos que um bebê no seu desenvolvimento natural senta, fala, engatinha e caminha, mas a leitura e a escrita são invenções culturais que tem começo, meio e fim que se consolida no avanço de etapas.


E... por onde começar?


Conforme Emília Ferreiro, Ana Teberosky, Magda Soares, entre outros estudiosos da área, existem habilidades específicas a serem desenvolvidas na criança desde bem pequena, que prepara a mesma para desenvolver essa aprendizagem. Ampliar o vocabulário, cantar músicas com a criança, dizer o sinônimo da palavra visualizando o que estão escutando, brincar de nomear as coisas ao nosso redor, ler e contar histórias, percepção dos sons da fala, princípio alfabético para entender que cada letra tem um nome, mas também um som próprio, mostrar espaçamento e direção entre as palavras. Por serem crianças pequenas a aplicação de atividades deve ser elaborada de forma lúdica com o intuito de despertar no aluno o desejo de aprender. Desde muito cedo, as crianças estão inseridas neste contexto alfabetizador na escola e o mesmo deve ser estendido aos lares com as famílias também.


Nesta busca constante do aprender, é importante a professora observar qual o nível (etapa) de alfabetização que a criança se encontra ao chegar na escola, para, a partir deste olhar, proporcionar atividades que possibilitem a mesma avançar de etapa. Conforme a autora Magda Soares, existem 4 níveis principais pelo qual o aluno precisa passar para consolidar a leitura e a escrita. Brevemente, exponho aqui esses níveis:


*Nível pré-silábico: a criança que está neste nível da alfabetização mistura letras, símbolos e números sem diferenciar os mesmos. Desenhar e escrever tem o mesmo significado. Acredita que coisas grandes tem um nome grande e coisas pequenas nomes pequenos;


* Nível silábico: a criança começa a pensar na palavra, percebendo que cada palavra tem pedacinhos (sílabas) que fazem relação com a nossa fala. Muitas vezes consegue identificar as vogais dentro da palavrinha, mas representa uma letra para cada sílaba;


* Nível silábico alfabético: neste nível, a criança começa a perceber as estruturas da palavra, percebe a necessidade de mais de uma letra para cada sílaba, mas ainda não consegue identificar todos os fonemas da palavra (partes da palavra).


* Nível alfabético: a criança compreende os sons presentes em cada sílaba e consegue ler então a palavrinha.


Partindo da fala da autora acima, faz-se necessário o professor levar para os seus educandos atividades pensadas, que tenham significado, que passem pelos sentidos do corpo e estimulem os mesmos de forma individual e assertiva para que cada um avance de etapa nesse processo. Cabe ao professor também, entender como o cérebro do seu aluno funciona no desenvolvimento da leitura e da escrita e, então a partir desse pressuposto ter um olhar atento e apurado para cada aluno que está no processo de alfabetização. A neurociência reforça que o cérebro é o órgão da aprendizagem e, em estudos recentes foi comprovado que entre 5 a 8 anos de idade a área frontal lateral central de uma criança vai estar pronta para assimilar os processos alfabéticos e que neste período ela estará apta para receber os estímulos e assimilar os processos alfabetizadores.


Vinculado ao ensino formal do conhecimento, nossa Escola tem como base os 7 princípios bíblicos para uma educação de qualidade. No processo de alfabetização, ressalvo como é importante desenvolver junto com a turma o princípio da individualidade, onde acreditamos que todos somos criados por Deus, porém somos diferentes e únicos (Romanos 12:4-8) e precisamos aprender a conviver com os outros, respeitando essas diferenças e a etapa no processo de alfabetização que cada estudante se encontra.


E então família? Vocês saberiam identificar em qual etapa de alfabetização seu filho se encontra?



Professora Patrícia Pandolfo

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